terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Passaram-se anos, a casa estava escura, abandonada, não havia som ou sensação, apenas silêncio. Nos cantos as aranhas tinham feito seus ninhos e nas paredes havia uma cor sem definição. Os móveis cobertos com lençóis brancos empoeirados e o cheiro de guardado exalava um ar sombrio. Em passos lentos eu seguia por entre ela e a cada passo ecoava um barulho de madeira velha que parecia ruir. Os quartos estavam cheios, repletos de lembranças. Na varanda umas cadeiras de palha e uma rede desgastada ainda me arrancaram sorrisos, mas ao longe, uma árvore, me arrancou um suspiro. Era um vestígio de lembrança doce e apaixonada que viveu ali. Senti-lo novamente foi o bastante para me fazer perceber que eu agora cheguei em casa.

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