quinta-feira, 31 de outubro de 2013
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Somos queijo gorgonzola...
Estamos envelhecendo, estamos envelhecendo, estamos envelhecendo, só ouço isto. No táxi, no trânsito, no banco, s...ó me chamam de senhora. E as amigas falam “estamos envelhecendo”, como quem diz “estamos apodrecendo”. Não estou achando envelhecer esse horror todo. Até agora. Mas a pressão é grande. Então, outro dia, divertidamente, fiz uma analogia. O queijo Gorgonzola é um queijo que a maioria das pessoas que eu conheço gosta. Gosta na salada, no pão, com vinho tinto, vinho branco, é um queijo delicioso, de sabor e aroma peculiares, uma invenção italiana, tem status de iguaria com seu sabor sofisticadíssimo, incomparável, vende aos quilos nos supermercados do Leblon, é caro e é podre. É um queijo contaminado por fungos, só fica bom depois que mofa. É um queijo podre de chique. Para ficar gostoso tem que estar no ponto certo da deterioração da matéria. O que me possibilita afirmar que não é pelo fato de estar envelhecendo ou apodrecendo ou mofando que devo ser desvalorizada. Saibam: vou envelhecer até o ponto certo, como o Gorgonzola. Se Deus quiser, morrerei no ponto G da deterioração da matéria. Estou me tornando uma iguaria. Com vinho tinto sou deliciosa. Aos 50 sou uma mulher para paladares sofisticados. Não sou mais um queijo Minas Frescal, não sou mais uma Ricota, não sou um queijo amarelo qualquer para um lanche sem compromisso. Não sou para qualquer um, nem para qualquer um dou bola, agora tenho status, sou um queijo Gorgonzola.
Crise dos 26 anos...
Nem me lembro mais...
...quantas vezes já me perguntei nos últimos meses “o que estou fazendo da minha vida?”, ou, “e agora... o que vai ser daqui para frente?”, “será que é isso mesmo?”. Sinto-me em uma constante turbulência de emoções e auto questionamentos... Parece que nada me completa e ninguém me compreende!
E como se isso tudo não fosse suficiente pra tirar o sono de alguém, sempre aparece aquela sua tia que você não vê há alguns meses, mas ela jura que são anos, ou os amigos do colégio, vizinhos, sempre com milhares de questionamentos...“e ai já casou?”, “Já formou?”, “Quando é quando é que você vai parar de estudar”?”, “você já tem um emprego”?” “ e o doutorado?”. E já repararam que mesmo que você já tenha conquistado várias coisas, sempre encontram um jeitinho de pisar no seu calo? Sempre tem um ponto fraco!
Definitivamente, estou vivendo a crise dos 26 anos!
O que me conforta é saber que não sou a única em crise nesse mundo, fora dos “padrões sociais”, estando prestes a chegar anos 26 sem uma casa só sua, um marido para dividir os travesseiros ou filhos para levar a escola ou ao parque... e pior...sem nenhuma perspectiva de que isso possa talvez acontecer.
E pensar que eu, em minha doce ilusão, achava que ter 15 anos era o meu maior problema e que ao chegar aos 18 tudo se resolveria junto com minha nova carteira de identidade...
Agora tenho saudades daquela época, dos “velhos” amigos que se espalharam pelo mundo afora, da época que eu podia deixar para estudar um dia antes da prova e mandar super bem nas provas, onde não existiam coeficientes de rendimento e A, B e C eram simples componentes do alfabeto, do Teddys, Leão e Jarbinhas antigo esse..rs
Saudade das loucuras dos meus 20 aninhos, dos tempos de graduação, da época do cachorro – quente do Sr Nezito com o povo do “ J”, da época em que a Nicoloco era uma vez no ano e a galera fazia contagem regressiva pra esse dia chegar, que não existiam tantas festas de bebida liberada e que as festas “caras” custavam no máximo 8 reais e que 300 reais dava pra comprar roupa, ir em todas as festas da cidade, comer e tirar todos os Xerox que eu precisava ...bendita bolsa de IC trazendo a liberdade de volta!!
Dizem que essa crise é passageira, uma simples fase..como a dos 15, 20, 40 e por ae em diante.Deve ser uma fase mesmo... Espero que seja uma fase...rezo para que seja uma fase rssss ... Porque ao mesmo tempo em que ela é ótima no sentido de eu me sentir uma mulher um pouco diferente de antes...com uma visão diferente da vida...é uma época também muito cruel pois ao mesmo tempo em que me sinto livre e independente, estou presa às minhas dúvidas.
Pelo menos não me arrependo das decisões que tomei, dos momentos que vivi, das brigas que arrumei, dos amores que vivi, do luto que mantive, dos amigos que fiz, das bebedeiras, do tempo que me dediquei as minhas famílias.. e das prioridades que estabeleci pra minha vida...
Eu decidi que não vou lutar contra o inevitável. Minhas prioridades são minhas e de mais ninguém - ninguém vai pagar minha conta ou lavar a louça no final. E pra comemorar o início da minha prematura libertação aos padrões impostos vou comprar flores pra mim... Quem sabe não antecipo de vez essa primavera!
=)
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Filme - Assunto de Meninas
" Há muito tempo um filme não me deixava com uma sensação de embrulho no estômago e com um sentimento de déjà-vu. "
Vale a pena assistir.
Aiii ela merece mais uma fotinha hahaha!
Gata!
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